Shanah Tovah – שנה טובה

A partir do final da tarde de ontem (28/09), comemoramos o Rosh Hashanah (ראש השנה - tradução literal: "Cabeça do Ano", em hebraico), que é o Ano Novo judaico (5.772).

Abaixo, vídeo que está fazendo sucesso no Youtube, com uma versão da música Uaka Uaka, de Shakira, feito em comemoração a este Rosh Hashanah.


שנה טובה ומתוקה Shanah Tovah u'Metukah - "Um ano bom e doce", para todos!

Cientistas descobrem partícula mais rápida que a luz

Pesquisadores informaram que um estudo registrou partículas subatômicas viajando mais rápido que a velocidade da luz – um resultado assustador que deve ser minuciosamente investigado, porque, se confirmado, derrubaria as teorias da física hoje aceitas.

O Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern) divulgou comunicado em seu website (http://public.web.cern.ch), dizendo que, em experiências realizadas ao longo dos 3 anos de funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC), cientistas mediram partículas conhecidas como neutrinos se movendo a uma velocidade de 60 nanosegundos - 20 partes por milhão - acima da velocidade da luz, que era tida até hoje como limite de velocidade na natureza - desde que Albert Einstein formulou a sua Teoria da Relatividade, e aceita até hoje como verdade absoluta pela comunidade científica.

Na experiência, conhecida como OPERA, um feixe de neutrinos foi enviado do Cern, perto de Genebra, para o laboratório de Gran Sasso, na Itália, que fica a 724 quilômetros de distância. O neutrino é uma particula subatômica que quase nunca interage com outras partículas. O resultado foi baseado na observação de mais de 15.000 testes com neutrinos feitos no laboratório de Gran Sasso, segundo o Cern.

"Isso é uma grande surpresa", declarou o porta-voz da pesquisa, Antonio Ereditato, no comunicado do site do Cern. "Depois de muitos meses de estudos e verificações, nós não encontramos nenhum efeito mecânico dos instrumentos usados que pudesse explicar o resultado." No entanto, ele acrescentou: "o impacto disso na ciência é muito grande para chegarmos a conclusões precipitadas ou atacar as interpretações da física. Temos grande confiança em nossos resultados, mas precisamos que outros colegas façam seus testes e confirmem essa descoberta", concluiu.

Os pesquisares divulgaram os experimentos no website como um meio de convidar para um amplo debate para confirmar ou contestar as inesperadas descobertas.

O Cern planeja apresentar os resultados da experiência durante uma conferência em Genebra que acontece nesta sexta-feira (23/09).


Fontes:
http://public.web.cern.ch

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/09/cientistas-afirmam-ter-encontrado-particulas-que-batem-velocidade-da-luz.html

http://online.wsj.com/article/SB10001424053111903791504576588591230556666.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/fisicos-europeus-descobrem-particulas-mais-rapidas-que-a-luz/n1597223663198.html

http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-dizem-ter-encontrado-particula-que-se-move-mais-rapido-que-a-luz,776089.htm

Não haverá um Estado da Palestina

O tema que ganhou atenção principal nesta 66ª Assembleia-Geral da ONU foi o pedido de reconhecimento pela Palestina como Estado pleno, tendo inclusive o apoio do governo brasileiro – que, coerentemente, não esconde sua simpatia para com diferentes regimes tirânicos (parceiros ideológicos) pelo mundo afora.

A presidente Dilma Rousseff mostrou, mais uma vez, a contradição da política externa do seu governo ao iniciar seu discurso defendendo a liberdade e a democracia, exaltando o direito das mulheres à igualdade de condições, mas logo depois apoiar a pretensão da criação de um país que tolera o terrorismo e onde as mulheres são tratadas com inferioridade e exclusão.

O fato é que o assunto, sem nenhuma chance de ser aprovado no Conselho de Segurança da ONU, tem como principal objetivo: desviar a atenção do mundo, hoje voltada para as revoltas populares por liberdade e democracia no mundo árabe. Sabendo que essa proposta de independência unilateral não será aceita, ditadores do Oriente Médio (Irã, Síria, entre outros) pretendem - mais uma vez - culpar Israel e a “dominação judaico-cristã ocidental” por todos os problemas do mundo e, assim, sufocar os protestos em seus países e perpetuar seus regimes.

A Palestina, como Estado independente, não tem condições de existir. Está dividida em duas regiões distantes, sem nenhuma ligação por terra, com governos diferentes e inimigos entre si: a Cisjordânia, governada pelo Fatah de Mahmud Abbas, e a Faixa de Gaza, controlada pelo radical Hamas - grupo terrorista que prega a destruição de Israel.

Nem mesmo jamais existiu um “povo palestino” enquanto identidade nacional. A Palestina, como nação, surgiu da tentativa de impedir a criação do Estado de Israel, que foi invadido pelos países vizinhos árabes logo após seu reconhecimento na Assembleia-Geral da ONU, em 1948. Tanto é assim, que os próprios vizinhos árabes (como o Egito), que incentivam a luta palestina contra Israel, não permitem a entrada de refugiados dos territórios palestinos em seus países.

Apesar de receber vultosas contribuições financeiras, inclusive dos EUA, a Palestina depende de Israel até mesmo para a obtenção dos recursos mais básicos de sobrevivência, como água potável, recolhimento de lixo, alimentos, saúde pública etc.

Então ficam as perguntas:

- Como reconhecer a soberania de um país que não tem as mínimas condições materiais de se manter sozinho e que não garante as condições mínimas de sobrevivência para sua população, que boa parte precisa sair diariamente para trabalhar em Israel?

- Por que Israel deve ser obrigado a sustentar – econômica e estruturalmente – um país independente inimigo, reconhecendo a sua soberania, enquanto este ameaça a segurança de Israel com atentados terroristas em escolas e lanchonetes e com lançamentos de foguetes a povoados israelenses?

A tendência é de que o pedido de reconhecimento, caso mantido, seja aprovado pela maioria dos países presentes à Assembleia-Geral da ONU, mas vetado no seu Conselho de Segurança, pois apenas através do diálogo e do entendimento será possível chegar à tão desejada paz no Oriente Médio.

Ambos os povos - israelense e palestino - devem aprender a conviver juntos e alcançar a paz através do diálogo e do mútuo respeito e reconhecimento, e não por decisão unilateral ou imposição externa.

TOC também é arte

Enquanto muita gente reclama, pessoas empreendedoras e criativas dão a volta por cima e transformam tudo a seu favor.

Até mesmo o Transtorno Obssessivo Compulsivo (TOC) pode se tornar fonte de arte, como podemos ver na obra de Ursus Wehrli (Clique nas imagens para ampliar):



Fonte:
http://upkeeptheape.blogspot.com/2011/09/art-of-clean-up-book-by-ursus-wehrli.html

Os palestinos e o mundo *

Em setembro os palestinos trarão à Assembleia Geral da ONU a proposta para a criação de um estado palestino. Informalmente esta proposta já conta com o apoio da grande maioria dos países da Organização. Vejamos uma breve retrospectiva histórica do povo palestino e do suposto estado palestino. Este jamais existiu nem nos olhos dos irmãos árabes e dos irmãos muçulmanos. A Síria considera a área do norte do Estado de Israel como parte da Grande Síria, que inclui o Líbano também, e o Egito cobiçou o Sul do país. Na Guerra da Independencia, em 1948, aviões egípcios chegaram a bombardear Tel-Aviv (Capital de Israel). A Declaração da Partilha de 29 de novembro de 1947, que foi aprovada na ONU, sob a presidência do brasileiro Osvaldo Aranha, falou da criação de dois estados, um judeu e um árabe. Árabe e não palestino. Israel foi então criada, e a parte árabe foi invadida e conquistada pela Jordânia no leste, e no sudoeste o Egito conquistou para si a Faixa de Gaza. Nos anais da ONU e do mundo não existiu povo palestino até a segunda metade da década de 70 do século XX (basta olhar todas as resoluções da ONU). Quando perguntaram do povo palestino à premier Golda Meir, ela respondeu "Que povo palestino? Não existe um povo palestino.".

Mas atos dos ditos palestinos já começaram a ser conhecidos pelo mundo, pelos seus ataques terroristas. O primeiro ato da Organização da Libertação da Palestina (OLP) foi em 1º de janeiro de 1964 (alguns anos antes da Guerra dos Seis Dias e da história dos territórios ocupados). Também foram os palestinos que introduziram ao mundo o sequestro de aviões, sua explosão (na década de 60) e consequentemente nos levaram a toda esta bagunça nos aeroportos como a conhecemos atualmente. O "mundo" aturava todos estes atos de terror impunes e até financiava a OLP, para que se mantivesse longe. Era um tipo de seguro. Nesses dias foram publicados relatórios secretos do Departamento de Estado americano, que comprovam que foi por ordem explicita de Yasser Arafat a invasão da embaixada saudita em Khartum e o assassinato (vem da palavra árabe haxaxin) do embaixador americano e seu vice, em marco de 1973. Isso não impediu os americanos de cortejar Arafat e dar honras de chefe de estado (?), que recebeu em todo lugar, e até na ONU, onde apareceu na Assembleia Geral, em 1974, como ninguém o fizera antes nem depois, entrando na organização da paz com um revolver a tira-colo.

Se o leitor perguntar por que depois de 63 anos ainda não foi solucionado o problema palestino, a resposta não e tão complicada. Nos países árabes os palestinos são considerados cidadãos de segunda categoria, não recebem cidadania, não podem trabalhar em todas as profissões, além de serem confinados em campos de refugiados para perpetuar o problema. Lembremos apenas da chacina que o rei Hussein da Jordânia promoveu contra os palestinos no "setembro negro" (1970), da expulsão de 300.000 palestinos do Kuwait, em 1991, por Arafat ter apoiado Saddam Hussein, ou da bronca que Arafat levou do presidente egípcio, Mubarak, "assina calb ibn calb" ("cachorro filho de cachorro"), em Camp David, quando no último segundo voltou atrás nos acordos já acertados. Até a ONU ajuda a perpetuar o problema pela criação de uma agência - UNRWA - que só lida com refugiados palestinos, como se não existissem outros refugiados no mundo. Aliás, as centenas de milhares de refugiados judeus, expulsos de países árabes e os que fugiram da Europa pós Holocausto, Israel absorveu e terminou de vez.

Queiramos ou não, hoje há um povo palestino, e ele tem direito ao seu país. Após milhares de atentados terroristas com milhares de mortos feridos, o "mundo" se esquece destes fatos e provavelmente aprovará - em contrário aos acordos com Israel, que proíbem ações unilaterais - a criação de um estado palestino. Mas que estado será este? Do Hamas da Faixa de Gaza, que não reconhece o Estado de Israel e o bombardeia incessantemente? Ou será da Autoridade Palestina, que não consegue nem controlar e se impor aos seus irmãos palestinos do Hamas? Os palestinos fizeram inúmeros atentados e saíram delas impunes. A cada atentado Arafat era mais cortejado. Isso refletiu no mundo islâmico, e o gênio saiu da garrafa em 1973 com o aumento do preço do petróleo e o surgimento dos novos donos do dinheiro. Eles introduziram no mundo o sequestro e explosão de aviões, matanças nunca antes vistas em ataques suicidas em ônibus nas cidades, o horror do atentado às Torres Gêmeas em Nova York, em igrejas, e até mesmo em mesquitas (esta semana em Bagdá mataram 28 e feriram 53 sunitas).

Vários paises patrocinaram as organizações para as manter longe dos seus países, outros fecharam os olhos colaborando pacificamente para ficar "a salvo". Alguns países, como Iraque, Afeganistão e Paquistão, receberam bilhões de dólares, como nenhum outro país. E o que deram em retribuição? Os 4 milhões de palestinos, ao longo dos anos, receberam, principalmente de países do Ocidente, mais do que a Europa toda recebeu através do "Plano Marshal" para sua reconstrução após a II Guerra Mundial. Aonde toda esta fábula foi parar? Infelizmente, quando abrimos o jornal e lemos notícias internacionais, ali estão a Síria, Líbia, Somália, Tunísia, Egito, Turquia, Afeganistão, Paquistão, Irã, Iraque etc., que têm em comum a sua crença, e só relacionados a mortes e destruição. Dos 1,3 bilhão de muçulmanos, não vemos uma só notícia atualmente de conquistas no mundo literário, cientifico, esportista. Nenhum "Prêmio Nobel" ou outro de destaque no mundo. São 1,3 bilhão de pessoas em 64 países. A criação de um estado palestino recebe apoio mundial (também por medo de represálias), apesar de os palestinos se recusarem a reconhecer e a dialogar com um país com que terão de lidar a vida toda: seu vizinho Israel. Como disse há anos o chanceler israelense Abba Eban, "os palestinos não perderam nenhuma oportunidade de perder oportunidade".


* Autor: David S. Moran. Publicado no Jornal Alef, em 31.08.2011